quarta-feira, 2 de março de 2011

Recesso...


Eu sei... muitos já vieram me cobrar uma atualização.
Mas juro.. juro mesmo.. estive em um momento de bloqueio criativo forte.

Minha mente vinha insistindo em refletir sobre assuntos que não me competem. E minh'alma exigente não aceita tais transgressões, palavras que não merecem ser relacionadas a mim.

Agora, são tantas surpresas incríveis que me arrisco afirmar que as melhores coisas caem do céu na minha vida. 

Encontro-me em recesso criativo, por pouco tempo. Por hoje é só. Peço a todos paciência. 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Pequena imensidão...

Uma alma vasta habitando um corpo físico tão minúsculo em sua totalidade.
Sentindo este mundo.. que lhe parece tão grande e, por vezes, tão inacessível.
Alma que anseia sentir toda a infinitude deste vasto mundo, cheio de conhecimentos, desejos e  sentimentos.

Contraditória!
Oh, alma.. tão grande.. que não cabe em mim... 

domingo, 30 de janeiro de 2011

Balanço 2010

Já não é sem tempo que aqui apareço para a retrospectiva do ano de 2010. 
Ah, e como é difícil sentar e refletir sobre este ano que passou. Mas posso resumi-lo em amadurecimento e reafirmação.

Começo
O ano se iniciou com novos desafios profissionais e sentimentais. Aprendi a exercitar a minha paciência e tolerância e a ser mais maleável quanto a minha impetuosidade. Traços de personalidade que assumi precisarem de melhorias e atenção. Aprendi também que uma das atitudes mais sublimes do ser humano é a de se entregar aos sentimentos verdadeiros. Em troca, dormimos em uma cama serena, coberta por flores.
   
Meio
Novas mudanças e desafios profissionais e sentimentais muito maiores.
Responsabilidades excessivas que me fizeram crescer como pessoa e profissional. Conquista de espaço demonstrando competência e dedicação.
Meses de muito estresse, crescimento intelectual e também de novas amizades e momentos especiais. A ânsia do "para sempre" unida a estabilidade me proporcionaram atingir um patamar mais além, criar novos laços e expectativas. 

Fim
É chegada a hora de amadurecer e de me reencontrar. Mais mudanças colocaram à prova minha capacidade de ressurgir. E tudo o que eu havia experimentado durante o ano serviu para o momento de reavaliar qual seria o próximo passo a ser dado.
De repente, fui levada a retomar as rédeas de minha vida, que ao primeiro olhar pareceu tão distante de mim. E como é difícil ser forte e aprender cortando a própria carne. Quase que como abstrata, eu peguei a vida com as mãos e voltei a caminhar nesta jornada muitas vezes sem sentido. 
Aprendi a estimar cada espacinho do que sou. Não mais me permitir ser diminuída, desvalorizada ou que eu abandone o que há de melhor em mim. E para minha surpresa, o que antes parecia tão assustador me veio como um presente que precisei reconquistar, lutar e fazer valer a pena: minha liberdade. 

As experiências vividas em 2010 guiarão meus próximos passos, portanto busco tirar as lições mais construtivas e positivas possíveis. Amadureci nos erros e nos acertos. Na felicidade e no sofrimento. Na certeza e no arrependimento. No amor e no vazio. Na derrota e na vitória.
E aqui me encontro, como que em um livro cheio de páginas brancas sedentas por palavras. Um novo começo de vida, um novo caminho. Ávida por uma vitória, um olhar, um sorriso, uma oportunidade, uma sabedoria... ávida por viver ainda mais intensamente. 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O primeiro de muitos...

Resolvi começar o ano com algo que realmente me fez querer compartilhar.
O pequeno texto abaixo da foto encontrei em algum cantinho deste vasto mundo cibernético.
Achei tão singelo e doce. Reconfortante como um pôr-do-sol...
Para todos nós, quero registrar meu desejo de que este 2011 recém iniciado seja repleto de paixões e amores. 
Que entorpeçam os sentidos. Que façam parar o tempo. 
Que sejam infinitos, tímidos, efêmeros ou para a vida toda. 
Mas que sejam verdadeiros e arrebatadores. Transbordantes em felicidade.
Como já diziam no filme Moulin Rouge: A melhor coisa que se pode aprender na vida é amar. E em troca, amado ser.

"Carregue ela e finja que você vai jogá-la na piscina... Ela vai gritar e te bater, mas secretamente ela vai amar. Segure sua mão enquanto você conversa. Segure sua mão enquanto você dirige. Apenas segure sua mão. Diga que ela está linda. Olhe em seus olhos enquanto você fala com ela. A proteja. Conte piadas idiotas para ela. Faça cócegas nela, mesmo que ela te mande parar. Quando ela começar a te xingar diga que a ama. Deixe-a adormecer em seus braços. Deixe-a brava, em seguida, beije-a. Provoque ela. Deixe ela te provocar de volta. Beije-a na bochecha. Beije-a na testa. Apenas beije-a. Deixe-a vestir suas roupas. Vá devagar. Não force nada, e quando você se apaixonar por ela, diga a ela."

domingo, 19 de dezembro de 2010

Ilegíveis... (Lágrimas Mundanas)

Escrevo milhares de textos por dia.
Mentalmente.
Quando paro para transformá-los em pensamentos legíveis, como crianças travessas eles se esvaem.
E uma após a outra, inúmeras crônicas, poemas e poesias se perdem em meu espírito inquieto.
Feitas para serem lidas apenas uma vez por apenas uma pessoa. Eu.

Tenho tentado transferir para o branco do papel divagações fundamentais, porém as palavras escritas têm vida própria e não querem ser registradas.
Não podem, simplesmente.

Então, por agora, os deixo com um texto escrito no dia 24 de abril de 2010.

Lágrimas Mundanas

E perguntaram: 
- Por que choras menina? 
E a garota, pequena, de saia laranja enodoada, olhos cor de mel, que agora se encharcavam de gotas salgadas, olhos que pareciam globos terrestres que estampavam em sua crosta reflexos complexos, não lhes respondia.
Insistiram na indagação. Incrível habilidade humana de sentir prazer na confusão alheia, no cheiro dissoluto de uma alma em conflito direto com o caos interior. A curiosidade faz do homem um ser subjugado pelo incógnito. 
- Por que choras menina?
No entanto, a pequena não ouvia. Ecoavam em sua mente vozes obstinadas que ela não digeria. Ora pareciam preces, ora pareciam risos, ora apenas um grito abafado. Não entendia e não pretendia refletir, pois já sabia que ponto havia atingido. 
Levantou as duas esferas banhadas em mel e sal fixando-as em um ponto vago entre os poucos transeuntes que se atreviam a errar por ali. Os dias já não eram como antigamente, e não voltariam a ser.
A pele alva e empecida em volta de seus lábios movimentou-se. Parecia que queria falar, expelir o que entorpecia seus sentidos e fazia seu tempo parar, num instante de confusão infinito. Uma última lágrima rolou franzina e enfraquecida por sua face. Ela afastou o rastro salgado e olhou para o céu que, como se sentisse o que ela sentia, assoprava para longe carregadas nuvens perturbadas.
E o que se ouviu foi:
- Choro porque embaixo de nossos pés não existe mais chão e o ar que respiramos não possui oxigênio algum. As flores não exalam cheiros agradáveis e os pássaros não mais cantam. Choro porque a vida que vivemos não é nossa. Tudo nos foi arrancado aos poucos e estávamos muito ocupados para perceber o que acontecia a nossa volta. Enquanto a distração nos entretinha outro mundo era arquitetado por nossas próprias mentes. E aqui estamos. 
Abriu os braços, como se esperasse um abraço daquele lugar que acabara de descrever. E disse ainda, virando as costas e desaparecendo entre paredes vazias:
- Choro porque sinto dentro de mim todos os sentimentos do mundo. 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A hora certa...

Domingo, véspera de feriado, hora do almoço. Fui até o supermercado fazer minhas compras dominicais como de praxe. E com a mesma constância a fila do caixa estava enorme. Eu sempre me pergunto por que é que deixo para fazer compras justo no horário que o lugar está mais cheio. Mas nunca encontro a resposta. No fim, acho que a grande maioria das pessoas acaba fazendo o mesmo.

Estava eu na fila, refletindo sobre a vida e observando as pessoas ao redor. Como são tão peculiares. Umas apressadas reclamam, outras fingem que não ouvem, outras dão um sorriso amarelo e desviam o olhar. Mas, em geral, guardam um olhar desconfiado e intolerante. 

Chegando a minha vez de passar pelo caixa percebi uma senhora atrás de mim e ofereci a ela que passasse antes de mim. Aparentava ter seus 70 e tantos anos. As rugas lhe marcavam a face, o cabelo tênue e alvo preso em um coque displicente, casaco surrado de lã, meias até o joelho e um olhar de gente sofrida que exalava experiência. Olhos que continham, quase imperceptível, um ar de ingenuidade senil, que só os que já atravessaram tantas fases da vida possuem.

Ao passar por mim, com o mesmo olhar me fitou e ela perguntou se eu era casada. Sorri e lhe respondi que não. Surpreendentemente ela também sorriu e disse eufórica: graças a Deus! E emendou: “um dia vai aparecer em sua vida alguém que vai te fazer feliz. Não vai ser qualquer um. Fique com aquele que realmente te fizer feliz. Eu tentei quatro vezes, mas nunca deixei de acreditar”.

Diante de suas afirmações só me restou concordar com a senhora do olhar sensato e experimentado. Não penso no motivo dela ter se dirigido a mim, até porque sei que eventos como este estão fora do alcance da compreensão, ainda que o assunto seja distante para mim.
Assim aquela senhorinha se foi, acompanhada de suas poucas compras e de muita vitalidade. E ao invés de um simples “obrigada” ela me agradeceu com sábias palavras...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Minha herança sincera e eterna...




Minha Herança: Uma Flor - Vanessa da Mata

Achei você no meu jardim

Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio

Peguei você pra mim
Como a um bandido

Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim

Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei

Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre

A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho, nem uma arma ou uma pedra
Eu deixarei

A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si

E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu
Achei você no meu jardim

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Infinita...



Quero soltar um grito de dentro da alma
Um grito carregado de desejos
Intrínsecos e incógnitos
Como uma inspiração profunda ao avesso

Quero mergulhar no mar da liberdade
Atingir o limite inatingível
Emergir de minhas próprias profundezas
E perceber nos cabelos o reflexo dos sóis

Quero pode voar no fino sopro do destino
Aconchegada em segredos
De conexões inexplicáveis
E me deixar levar pela sutileza dos acasos

Quero ter braços infinitos
Capazes de alcançar o mais além
E sentir o ainda não sentido
Quero, despretensiosamente, poder abraçar o mundo...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Vento...

Este texto é da série "Palavras colhidas em um interior perdido..."

Hoje, no calor da manhã, o vento veio me visitar
Inesperadamente, trouxe-me boas notícias
Em um só sopro me contou que o tempo não mais existia
E então senti que aquele momento era o mais precioso.

Ao ver minha surpresa, o vento se intensificou e me afagou
E cai em seus fortes braços
Deixando-me reconfortar em seu longo abraço
E então senti que, naquele instante, o que era ruim ficou para trás.

De repente, o vento silenciou-se e estremeci
Onde estava o amigo vento? Tinha o tempo voltado a existir?
Foi aí que o vi ali, bem pertinho
Balançando as folhas em uma canção só pra mim.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Amizade...

Hoje é dia 20 de julho! Dia do Amigo.
Sim, escrevo Amigo com letra maiúscula, porque a Amizade é um substantivo próprio.

Desde pequenos tomamos conhecimento do que é a Amizade. Lembra aquele primeiro dia de aula? Aquele em que você, pequeno e frágil, se sentia apreensivo, sozinho e estranho? Olhando a sua volta, vê uma pessoinha sorrindo pra você, como um anjo caido do céu, que pergunta seu nome... assim começa e assim surge uma Amizade.
Qualquer lugar ou situação é pretexto para a dita cuja nascer. Um ponto de ônibus, um elevador, uma sala de aula, uma mesa no refeitório, um esbarrão, uma aflição, um ideal, um bom dia, um show, um livro.. são tantas possibilidades.

O fato é que eles estão lá. Na hora certa e no lugar certo. E como quem não quer nada,  acabam entrando de mala e cuia (como diria minha mãe) dentro de nossas vidas - e corações.

Amigo é mais que marido, amante, ficante, mãe, pai, irmão... Amigo é Amigo! 
É aquela pessoa pra quem você não tem precisa ter pudor algum. É aquela pessoa com quem você pode abrir até a sala mais escura do seu eu sem se preocupar com julgamentos ou cobranças.

Uma amizade não se mensura pela quantidade de visitas, pela quantidade de ligações ou pela quantidade de emails. Uma amizade não precisa fazer parte do seu convívio.. ela precisa apenas existir. Só isso basta.
Não há distância que estrague, não há ciúmes que corrompa, não há tempo que apague.

Amizade é querer bem.
Amizade é estar ao lado, mesmo que não fisicamente.
Amizade é Amizade, independente de qualquer conceito.

Você pode ter muitos Amigos ou pode ter poucos.
Você pode se abrir e deixar as pessoas que cruzam seu caminho fazerem parte da sua jornada.

O que digo, com toda certeza, é que sem eles eu não vivo, não me encontro...
Eu não sou ninguém.

Como já dizia Sheakepeare:

"... Verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher"

Só posso desejar a todos os meus .. UM FELIZ DIA DO AMIGO!