domingo, 22 de novembro de 2009

Jingle bell (sai pra lá Noel!)

Olha só o fim de ano chegando.
E confesso que não gosto dessa época.
Ou melhor, quase não gosto.

Motivos:
1 - Meu aniversário é dia 1º de janeiro, e não gosto de ficar mais velha
2 - É verão, e eu não gosto de calor
3 - Acho o Natal de uma chatice e hipocrisia sem tamanhos
4 - Meu inferno astral piora tudo
5 - Sinto o tempo passar e me sufocar

Este ano tem um agravante: completo um ano de formada.
E parece que joguei um ano de minha vida fora.
E o pior: sinto-me amplamente culpada por isto.
É inevitável eu me cobrar, me culpar.

Mês que vem começam, por todos os lados, musiquinhas e jingles chatos de Natal e reveillon.
Ou vai falar que você gosta de: "Hoje é um novo dia, de um novo tempo.... e blábláblá"?
E aquele bando de globais felizes e sorridentes.
Claro! Até eu estaria feliz se ganhasse o que eles ganham!
Não dá!

Nas vitrines, só roupas brancas.
Tá bom! Se usar branco for resolver minha vida no ano que vem,
pinto até meu cabelo de branco!

Ahhh, o Natal.
Data mais consumista do ano e que todo mundo se ama.
Feliz Natal pra todos os lados!
A pessoa passa o ano inteiro sem falar com você e depois vem com abracinhos e beijinhos com validade de um dia?
Sem contar a lotação de mensagens brilhantes e piscantes que chegam no Orkut!
Ninguém merece!

Agora, um comentário inútil.
Quem mandou eu querer nascer no primeiro dia do ano? No meio da festa?
Logo uma semana depois do Natal?
Só ganho um presente e nunca tive festa surpresa!
Mas eu gosto de ter sido a primeira de 86!

Enfim....
Fim de ano? Me erra vai!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Metade cheio, metade vazio..

Good news!
Consegui um computador novo. Sem comparações como o anterior.
O que significa que agora eu posso voltar a atualizar o Ai Que Ouro do aconchego de minha casa.

Mas paro pra pensar no que gostaria de escrever.
Tenho apenas idéias e sentimentos vagos.
Nada em que realmente eu possa apegar e transformar em palavras decentes.

Assim fica difícil manter esse treco funcionando.
Estou precisando de uma reunião de pauta urgente!

Só tenho uma coisa a dizer:
CANSEI 2009!
(pelos bons e velhos tempos de Rádio Educativa!)

domingo, 8 de novembro de 2009

Sabe este vazio que você sente?

Esse texto do Krishnamurti eu retirei do blog do Paulão.
Eu sei que parece um tanto extenso, mas garanto que vale a pena lê-lo até o final.
Boa reflexão!


SOBRE O VAZIO EXISTENCIAL
Krishnamurti

O nosso problema está no fato de a nossa vida ser vazia e de não conhecermos o amor; conhecemos sensações, conhecemos a publicidade, conhecemos exigências sexuais, mas não há amor. E como se faz para transformar esse vazio, como encontrar essa chama sem fumaça? Esta é por certo a pergunta, não é? Então, vamos descobrir juntos a verdade desse assunto.

Por que a nossa vida é vazia? Embora sejamos muito ativos, embora escrevamos livros e freqüentemos o cinema, embora nos divirtamos, amemos e vamos ao escritório, nossa vida é vazia, tediosa, mera rotina. Por que os nossos relacionamentos são tão superficiais, estéreis e sem muito sentido? Conhecemos a nossa vida suficientemente bem para saber que a nossa existência tem muito pouco significado; citamos frases e idéias que aprendemos — o que fulano ou beltrano disseram, o que os mahatmas, os santos mais recentes ou os antigos santos disseram. Se não for um líder religioso, seguimos um líder político ou intelectual, seja Marx, Adler ou Cristo. Somos apenas fitas gravadas que repetem, e damos a esse repetição o nome de conhecimento. Aprendemos, repetimos, e a nossa vida continua extremamente superficial, entediante e repulsiva. Por quê? Por que é assim? Por que atribuímos tanta importância às coisas da mente? Por que a mente veio a se tornar tão importante na nossa vida — quando digo mente refiro-me às idéias, ao pensamento, à capacidade de racionalizar, de avaliar, de sopesar, de calcular? Por que damos uma ênfase tão extraordinária à mente? O que não significa que devamos nos tornar emotivos, sentimentais e melosos. Conhecemos esse vazio, esse extraordinário sentimento de frustração. Por que há na nossa vida essa vasta superficialidade, esse sentimento de negação? Não há dúvida de que só podemos compreendê-lo quando o abordamos por meio da consciência do relacionamento.

O que de fato está acontecendo nos nossos relacionamentos? Nossos relacionamentos não constituem um auto-isolamento? Não são todas as atividades da mente um processo de salvaguarda, de busca de segurança, de isolamento? Não é esse pensamento, que dizemos ser coletivo, um processo de isolamento? Não é toda ação da nossa vida um processo de auto-encerramento? Vocês podem vê-lo na sua vida diária. A família tornou-se um processo de auto-isolamento e, sendo isolada, deve existir em oposição. Assim, todas as nossas ações estão levando ao auto-isolamento, que cria essa sensação de vazio; e, sendo vazios, procuramos preencher o vazio com rádios, com barulho, com tagarelices, com fofocas, com a leitura, com a aquisição de conhecimento, com a respeitabilidade, o dinheiro, a posição social e por aí afora. Mas tudo isso é parte do processo de isolamento e, portanto, apenas reforça o isolamento. Assim, para a maioria de nós, a vida é um processo de isolamento, de negação, de resistência, de ajustamento a um padrão; e, naturalmente, nesse processo não há vida, havendo, por conseguinte, uma sensação de vacuidade, uma sensação de frustração. Claro que amar alguém é estar em comunhão com essa pessoa, não num determinado grau, mas completa, integral e profusamente; porém, nós não conhecemos esse amor. Só conhecemos o amor como sensação — os meus filhos, a minha mulher, a minha propriedade, o meu conhecimento, a minha realização; e isso é novamente um processo de isolamento. A nossa vida, em todas as direções, leva à exclusão; ela é um impulso de auto-isolamento da parte do pensamento e do sentimento; às vezes conseguimos nos comunicar com o outro. Eis por que existe esse enorme problema.

Ora, esse é o estado atual da nossa vida — respeitabilidade, posse e vazio — e a pergunta é como proceder para irmos além dele. Como ir além dessa solidão, desse vazio, dessa insuficiência, dessa pobreza interior? A meu ver, a maioria de nós não deseja fazê-lo. A maioria de nós fica satisfeita com a maneira como é; é muito cansativo descobrir uma coisa nova, e por isso preferimos permanecer como estamos — e aí reside a verdadeira dificuldade. Temos muitas coisas que nos dão segurança; construímos paredes ao redor de nós mesmos, com as quais estamos satisfeitos e, ocasionalmente, há um murmúrio vindo de além da parede; há de vez em quando um terremoto, uma revolução, uma perturbação que logo neutralizamos. Desse modo, a maioria de nós na realidade não quer ir além do processo de auto-isolamento; tudo o que procuramos é um sucedâneo, a mesma coisa numa outra forma. Nossa insatisfação é bem superficial; queremos uma coisa nova que nos satisfaça, uma nova segurança, uma nova maneira de nos proteger — o que é, mais uma vez, o processo de isolamento. O que estamos procurando, a bem dizer, não é ir além do isolamento, mas reforçá-lo de modo que ele venha a ser permanente e livre de interferências. São poucos os que desejam derrubar as barreiras e ver o que existe para além disso que chamamos de vacuidade, solidão. Aqueles que buscam um sucedâneo para o antigo ficarão satisfeitos ao descobrir algo que proporcione uma nova segurança, mas há evidentemente quem queira ir além disso; por isso, prossigamos com eles.

Ora, para ir além da solidão, do vazio, é preciso compreender todo o processo da mente. O que é isto que chamamos de solidão, de vazio? Como sabemos que é vazio, que é solidão? A partir de que critério vocês dizem que é isto e não aquilo? Quando vocês dizem que é solidão, que é vazio, qual é a referência? Vocês só podem sabê-lo a partir das medidas proporcionadas pelo antigo. Vocês dizem que algo é vazio, vocês o nomeiam, e julgam tê-lo compreendido. Não será o próprio ato de nomear um empecilho à sua compreensão? A maioria de nós sabe o que é a solidão, da qual estamos tentando escapar. A maioria de nós tem consciência dessa pobreza interior, dessa insuficiência interior. Não se trata de uma reação abortiva, mas de um fato; e ao lhe dar um nome não o podemos dissolver — ele está presente. Ora, como conhecemos seu conteúdo, como chegamos a saber qual é a sua natureza? Vocês conhecem alguma coisa por lhe dar um nome? Vocês me conhecem ao me chamar por um nome? Vocês só podem me conhecer quando me observam, quando têm comunhão comigo, mas chamar-me por um nome, dizer que sou isso ou aquilo, obviamente põe fim à comunhão comigo. De modo semelhante, para se conhecer a natureza daquilo que denominamos solidão, tem de haver comunhão com ela, e a comunhão não é possível se vocês a nomeiam. Para compreender alguma coisa, é preciso antes de tudo fazer cessar o ato de nomear. Se desejam de fato entender seu filho — o que eu duvido — o que vocês fazem? Vocês olham para ele, observam-no a brincar, contemplam-no, estudam-no. Em outras palavras, vocês amam aquilo que desejam compreender. Quando vocês amam alguma coisa, há naturalmente comunhão com essa coisa, mas o amor não é uma palavra, um nome, um pensamento. Vocês não podem amar aquilo a que dão o nome de solidão porque não têm plena consciência dela, porque a abordam com medo — não medo da solidão, mas de outra coisa. Vocês não pensaram sobre a solidão porque não sabem de fato o que ela é. Não riam; isto não é um argumento inteligente. Pensem bem no assunto enquanto falamos e verão todo o seu alcance.

Logo, aquilo que denominamos o vazio é um processo de iso lamento que é o produto do relacionamento cotidiano, porque, no relacionamento, consciente ou inconscientemente, estamos procurando a exclusão. Vocês querem ser o proprietário exclusivo daquilo que lhes pertence, da mulher ou do marido, dos filhos; querem caracterizar a coisa ou pessoa como meu, o que evidentemente significa aquisição exclusiva. Esse processo de exclusão deve inevitavelmente levar a um sentimento de isolamento; e como nada pode viver em isolamento, há conflito, e estamos tentando escapar desse conflito. Todas as formas de fuga que podemos conceber — as atividades sociais, a bebida, a busca de Deus, a puja, a realização de cerimônias, a dança e outras diversões — estão no mesmo nível: e se vemos na vida diária esse processo total de fuga do conflito e queremos suplantá-lo, temos de compreender o relacionamento. Só quando a mente não está escapando de nenhuma maneira é possível estar em comunhão direta com aquilo a que damos o nome de solidão: o só; e para haver comunhão com isso, tem de haver afeição, tem de haver amor. Em outras palavras, vocês têm de amar a coisa para compreendê-la. O amor é a única revolução, e o amor não é uma teoria nem uma idéia; ele não segue nenhum livro nem padrão de comportamento social.

Logo, a solução do problema não vai ser encontrada nas teorias, que servem somente para aumentar o isolamento. Ela só será encontrada quando a mente, que é pensamento, não estiver empenhando em fugir da solidão. A fuga é um processo de isolamento, e a verdade é que só pode haver comunhão quando há amor. Só então é resolvido o problema da solidão.

KRISHNAMURTI – SOBRE O AMOR E A SOLIDÃO - CULTRIX

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Grrrrrrr!

Comunicado número dois no Ai Que Ouro.

Sim, é isto que você está pensando. Meu pc tiultiou novamente.
Mas dessa vez não foi uma leve tiultiada. Daquelas que eu consigo me virar com meus básicos conhecimentos de informática.
Dessa fez ele escafedeu-se de vez.

E o que isto significa? Que os raros posts do meu blog, provavelmente se tornarão mais raros ainda, até que a situação toda se esclareça.

E é óbvio que eu quero que ela se esclareça o mais rápido possível.
Aí volto com a campanha: UM COMPUTADOR PARA A SAMANTA 2009, ops, 2010!

Mas farei o possível para não deixá-los sem notícias.
O bom e velho compromisso com o leitor!
Huahuahu.. quem vê pensa!

É isso. Fui!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ferida...

Sinto-me impelida a escrever sobre algo muito delicado para mim.
Amizades.
Qualquer pessoa que me conheça bem, sabe o quanto eu as valorizo.

Porém, ano passado perdi melhores amigas. Amigas de longas datas.
Uma eu conhecia desde os 8 anos.
Outra eu adotei como irmã.
E a outra era minha "alma gêmea" feminina.

Fazíamos tudo juntas.
Bagunça. Fofocas. Planos. Idéias. Festas. Tudo.
De longe eram as amigas que eu mais amava.

Era tão bom saber que onde quer que eu fosse, eu tinha pessoas que eu podia sempre contar.
Que estariam lá quando eu precisasse, torcendo por mim. E a recíproca era verdadeira.
Sempre as quis bem, sem sombra de dúvida.

Mas a vida é sacana, e nos coloca em situações adversas.
E sem saber nem onde, como ou porquê, elas se foram.
Sem brigas, discussões ou seja lá o que for. Só soube das fofocas erradas.
Julgamentos errados, conclusões erradas. Pura mesquinharia.

Sofri. Chorei.
Mas, pra mim, o orgulho sempre fala mais alto.
E não corri atrás.
Não achei a atitude delas dignas da minha amizade.
Eu, que sempre as prezei ao máximo.

Dói. Ainda dói.
Até sonho às vezes.
Que estamos bem, que a amizade se recuperou.

Acho que nunca vou compreender.
E nunca vou aceitar essa atitude orgulhosa, de ambas as partes.

Enquanto isso...
A vida continua.. e eu sobrevivo.
Sem entender o porquê desse tipo de situação.
Só fica a ferida.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Por um mundo mais digno...

Acho que hoje em dia as pessoas já não sabem mais o valor de uma simples gentileza.
Certamente a correria do dia-a-dia, a violência, a intolerância e o estress tranformou as pessoas em rudes e desconfiadas.
Pergunto: qual foi o último dia que um desconhecido fez um favor a você, sem querer nada em troca? É bem provável que já nem se lembre mais.

Estava eu na fila do supermercado, alheia, pensando na vida.
- Próximo!
Fui em direção ao caixa e percebi que a moça que havia sido atendida anteriormente começava a embalar suas compras.
A atendente começou a passar o que eu comprei e foi colocando quase junto ao que era da moça.
Como faltava ainda muita coisa para ela embalar, pensei comigo: Vou ajudá-la primeiro e depois arrumo o que é meu.
Peguei uma sacolinha e coloquei uma caixa de suco (da moça) dentro.
E ela, com cara de assustada e desconfiada:
- Ei, isso é meu!
- É, eu sei. Só estou te ajudando.
- Ah tá! (meio sem jeito)
Continuei ajudando e ela foi embora, sem nem agradecer.

Não sei se estou exagerando, mas acho que as pessoas não estão mais acostumadas com uma gentileza. A falta de respeito e de educação já faz parte do nosso cotidiano.
Talvez se eu a tivesse ignorado, embalado só o que era meu e fosse embora, a moça nem teria me notado. Acharia tudo muito normal, infelizmente.
Mas não é esse o tipo de pessoa que eu sou, e não é esse o tipo de pessoa que pretendo ser.

domingo, 18 de outubro de 2009

Sentir

Gostar de alguém é engraçado...
Porque sentimentos são em si, engraçados..
Sorrateiros, chegam e causam um caos na sua vida.

Aparecem sem serem chamados,
e puxam o tapete da razão, te deixando sem chão.
E quando você menos espera,
lá estão eles, te deixando louco.

Pode ser louco de paixão,
louco de indecisão,
louco de felicidade,
louco por ter pensamentos impensáveis.

Só sei que eu fico assim.
Sem saber de nada.
Sem saber o que fazer.
Sem saber nem o que sentir realmente.

É ótimo.. e às vezes, nem tanto.
Mas ao menos me sinto humana.
Ao menos eu me sinto mais, eu.
Feita de razão e sentimentos.

E no final das contas vale a pena.
Vale a pena deixar rolar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Vácuo

Olho a data da última atualização do "ai que ouro": 27 de setembro.
E já estamos em 8 de outubro.

Não tenho vontade de escrever, não tenho inspiração.
Porém me obrigo a fazê-lo, e é bem provável que isto fique péssimo.
Mas tudo bem, eu não ligo.

Talvez escrevo só para desabafar, este vazio.
Sinto este vazio, ou apenas queria eu ser um vazio?
Talvez ambos, talvez nenhum.

O bom de escrever é isto, poder traduzir em palavras, sentimentos.
Sentir um alívio originado em sinais e pontos, como este.

Não gosto de me sentir assim.
Dolorida, sensível, desnorteada.
Queria poder entrar em uma bolha e anular-me.
E ficar ali, sozinha, ser um nada.

domingo, 27 de setembro de 2009

Um texto acabado

Ainda vendo os textos perdidos que escrevi, achei um que vale a pena postar.
Apesar de estar na pasta dos que não tiveram um final, este está acabado.

A data é 13 de março de 2009.
E o noivado já virou casamento, neste mês inclusive.
Aqui está:

Final de semana passado.
Eu e mais três amigas no carro, rumo a uma cidade vizinha.
A festa da vez era por um acontecimento especial:
O noivado de uma amiga nossa de faculdade.

Ela tem praticamente a mesma idade que nós,
Não está grávida, e também não é casamento forçado.
Eles se apaixonaram, se amam, se completam, e resolveram casar-se.

Ainda no carro, em meio a fofocas surge a indagação:
"Perceberam como tem um monte de pessoas próximas se casando?"
Pensando bem.. este não é o primeiro casório de amiga que tenho notícia.
Hoje mesmo uma grande amiga de colegial me contou que acabou de se casar.

No trajeto para a festa, outra questão:
"E a gente nem namorado tem, será que vamos ficar encalhadas?"

Relacionamentos, em geral, são uma coisa engraçada.
Se você tem um namorado ou um noivo, tudo bem.
Se não tem, é motivo pra achar que vai ficar pra titia.

Eu não sei se a educação que recebi influencia tanto assim.
Mas não consigo entender o porquê do afobamento feminino por casamento.
Pelo menos minha mãe não ensinou que eu tenha que me preocupar com isso.

E por que eu haveria de pensar em casamento com 23 anos?
Acabei de me formar, tenho praticamente minha vida inteira pela frente.

Pois é, os vinte e tantos anos vão se passando,
As pessoas próximas namorando, se casando..
Enquanto isso eu vivo minha vida solteira como sempre.
E feliz.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Um texto inacabado

Possuo uma pasta em meu computador onde guardo textos que comecei a escrever e que, por forças desconhecidas, não tiveram fim.
Dentre estes, achei um interessante, também por não me lembrar de tê-lo escrito.
A data é 4 de março de 2009.

Ressalto que é um texto inacabado.
Mas aqui está:

Li em algum lugar uma interrogativa que me fez mergulhar em meu interior.
A pergunta era: "Como é ser você?"
Aí me perguntei: "Como é ser a Samanta?"
E foi lançado o desafio de mim para mim mesma (é) de responder a indagação.

Resolvi fazê-lo na terceira pessoa.
Não vai ser fácil. Mas vamos lá.

Ser a Samanta é ser diferente.
Ser diferente na aparência e nos pensamentos.
É fugir dos padrões impostos pela sociedade.
É não pensar como a maioria pensa.
Ser a Samanta é transpor as barreiras invisíveis que fazem parte do dia-a-dia.

Ser a Samanta é não acreditar no amor.
Mas é também, sonhar com o príncipe encantado todos os dias.
É assistir comédias românticas melosas e se afogar em lágrimas.
É parecer não se importar.
Mas, no fundo, também sonhar com um final feliz.

Ser a Samanta é desconfiar de tudo.
E ao mesmo tempo acreditar em todos.
É confiar nos outros. É se apegar demais.
E até mesmo ser ingênua às vezes.
Ser a Samanta é tentar adivinhar se estão mentindo ou falando a verdade.

Ser a Samanta é estar quase sempre feliz.
É estar sorridente e ser alto astral.
É não saber como se mostrar triste, sensível ou carente.
Mesmo quando a vontade de desabar é grande.
É notar a estranheza das pessoas ao acharem que não se está bem.

Ser a Samanta é ser simpática.
É gostar de conversar, de conhecer pessoas.
É não ter medo do diálogo.
É gostar de ter amigos.

E por falar em amigos..
Ser a Samanta é amar por demais os amigos.
É dar a cara a tapa para defendê-los.
É se preocupar com o bem estar de todos eles.
Até quando ela fala a verdade que dói ouvir.
É sentir saudade de muitos.
Mesmo tendo encontrado eles no dia anterior.

Ser a Samanta é ser festeira.
Até mesmo quando se tem um compromisso importante no outro dia.
Mas ser a Samanta é também gostar de se refugiar em casa.
E esquecer que existe um mundo lá fora.

Ser a Samanta é achar esse mundo sem sentido.
É, muitas vezes, perder as esperaças na humanidade.
É querer viver em um mundo melhor.
Com pessoas mais conscientes e felizes.

O texto termina aqui.
Mas tomo a liberdade de lhe dar um final.
Acho que seria mais ou menos assim:

Ser a Samanta é ser contraditória.
Capricórnio com ascendente em Peixes.
É chorar e sorrir.
É gostar e detestar.
É saber e desconhecer
É querer ficar e fugir.

Enfim...
A essência de ser Samanta é acreditar no melhor.
Lutar pelo que se quer.
E buscar, sempre, ser feliz!